sábado, 1 de janeiro de 2011

O "Dominus vosbiscum e a "Collecta", na Igreja de sempre e na Igreja do Concílio

O "Dominus vosbiscum" e a "Collecta" da Missa da Igreja de sempre.Terminado o "Glória in excelsis" cuja divinas verdades que leva-nos a refletir a nossa Fé do Cristo encarnado daquela jubilosa noite, o padre em pé caminha-se ao meio do altar, beija-o, volta-se aos fiés, com mãos juntas em sinal de preçe, canta: "Dominus vobiscum!"

Quando é um bispo celebrando é "Pax vobis!", em vez da frase acima. Como foi dito na postagem anterior, era também natural que só os bispos o "Glória in excelsis", cantada pelos anjos do nascimento de Cristo, também fose augurada aos mesmos. Só no século IX começou isso a mudar.

Os ministros ou acólitos respondem pelo povo: "Et cum spiritu Tuo".

Mais adiante e ternimando o "Dominus vobiscum", o padre e os ministros vão ao lado esquerdo, onde fica a Epístola - no lado direito é chamado Evangelho - a começar assim as leituras. Tem esse nome, porque é naquele lado a leitura das epístolas dos santos apóstolos. Mas antes, há orações da mesma. É a visibilidade do Magistério das leituras dos apóstolos feita pelo clero.
 
Antigamente, nas missas da Igreja de sempre nos primeiros séculos, com exceções hoje em certas missas do "Proprium de Tempore", avisa-se que os fiéis ajoelhasem, "Flectamus genua". Era assim guardado um momento de silêncio até que o diácono (hoje subdiácono) desse a ordem de se levantasse com um "Levate!".

Estamos agora na "Collectas" ou conhecido também como "Orações da Igreja". O significado dessa parte é para as necessidades da Cristandade que o padre reza duas, três ou mais intenções segundo o caráter da Missa do dia. Resumindo, vem do contexto da rezar por todos, recolhidos das intenções ou votos, que o celebrando os acolhe e pede, como sacerdote de Cristo, ao Sacerdote por excelência.

No Missal de sempre, há mais de 35 orações, para diversas necessidades espirituais e temporais dos fiéis. Por exemplo, há para a família, contra os perseguidores da Igreja, contra os malfeitores, contra a carestia, o terremoto, a seca e o mau tempo (penso do nossos irmãos catarinenses sem a Missa de sempre e, portanto, sem essa graça...); há ainda para salvar os animais, para impetrar o dom das lágrimas, a continência, paciência etc.

Se o papa ou bispo ordinário acharem melhor, eles podem acrescentar mais alguma por uma necessidade que achar melhor nessas orações da "Collecta". Isso é conhecido como "Imperatae" - orações prescristas.

Na "Collecta" há o louvor, a petição e a súplica.

Com o "amém", termina-se essa parte da Missa de sempre.

O "Dominus vosbiscum" e a "Collecta" da Missa da Igreja conciliar

Os documentos conciliares são sempre evolutivos sobre a liturgia da Igreja do Concílio, por isso não há um padrão visível definitivo, único e imutável. A Igreja conciliar, democrática e liberal, sempre é voltada ao senso fiel do povo. Por isso a ambiguidade é necessária para que cada comunidade faça seu próprio rito no rito de Paulo VI. Se há campanha a fim de salvar a liturgia conciliar, é porque há um desejo de um rito na concepção modernista mais conservadora. É, portanto, mais um rito no rito somente.

Geralmente vemos o padre cantar no vernáculo, sem o beijo no altar antes, em pé, no meio e em frente do altar-mesa, voltado sempre ao povo: "O senhor esteja convosco".

Também o bispo há uma oração própria a essa petição de oração ao povo. Este geralmente distraído depois de ouvir uns "glorinhas" alegres até demais.

Depois da oração, o povo responde (neste país usa-se uma resposta gnóstica do "Ele está no meio de nós" que assim quis a C.N.B.B. ) a começar a outra parte da Missa.

Entra em cena agora a "liturgia da palavra", porque a palavra é tudo no Missal da Igreja do Concílio. No presbitério, se vê leigos: moços ou moças, velhos ou velhas, meninos ou meninas. Porque tudo mundo é papa na Igreja conciliar.

Há infinitas particularidades que se pode presenciar nessas leituras no ambão nessas missas: jovezinhas de calça jeansapertada com aqueles folhetos dominicais heréticos, mulheres no acolitado cantando no Sábado do Aleluia, pessoas fantasiadas se for algum evento de caráter festivo, abortistas na Canção Nova etc. Logo, pode se imaginar de tudo.

No Missa da Igreja do Concílio, a figura do padre é somente mero presidente. Assim o sacerdote é como que fosse mera figura relativa e quase secundária. Porque o povo é obrigado a participar na Missa do Concílio, e não assisti-la. Daí que muitas missas nova são barulhentas e quase sem momentos para pausa silenciosa também.

Na "Collecta", o padre, presidente da celebração, reza a oração do dia. Não há sentido de impetrar por dons espirituas na "Collecta" principalmente se for uma Missa de carismáticos...

Quantas orações há na "Collecta" que se pode rezar o padre?

Não importa isso também. Todo fiel está "salvo" no mundo da Igreja conciliar.

E assim termina tudo isso com um "Amém"...

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