quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Novos bispos nomeados para o Brasil

Nomeação de Auxiliar da Arquidiocese de Belém 

O Santo Padre Bento XVI nomeou Auxiliar da Arquidiocese de Belém do Pará o Rev.do Pe. Teodoro Mendes Tavares, presbítero professo da Congregação do Espírito Santo, até agora Vigário Geral da Prelazia de Tefé, concedendo-lhe a sede titular episcopal de Verbe.

O Rev.do Pe. Teodoro Mendes Tavares, C.S.Sp., nasceu em 07 janeiro 1964, em São Miguel Arcanjo - Ilha de Santiago (Cabo Verde). Emitiu os votos como membro da Congregação dos Padres Espiritanos em 08 setembro 1986 e foi ordenado sacerdote em 11 julho 1993.

Completou os estudos filosóficos no Instituto Superior de Teologia, em Braga - Portugal (1986-1987) e os teológicos na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa (1988-1993). Conseguiu a Licenciatura em Ecumenismo, no Trinity College, em Dublin - Irlanda (1994). Frequentou um curso de língua francesa, na Alliance Française.

No curso do ministério sacerdotal, entre outros: Vigário Geral da Prelazia de Tefé (de 2000 até hoje) e Superior Maior do Distrito Espiritano da Amazônia (de 2003 até hoje).

Nomeação de Auxiliar do Ordinariato Militar

Mons. José Francisco Falcão de Barros
eleito Auxiliar do Ordinariato Militar para o Brasil
na foto, com o Papa Bento XVI na visita 
Ad Limina
dos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB

O Santo Padre nomeou Auxiliar do Ordinariato Militar para o Brasil o Rev.do Pe. José Francisco Falcão de Barros, do clero da diocese de Palmeira dos Índios, até agora Pároco de São Vicente de Paulo em Palmeira dos Índios e Capelão da Polícia Militar do Estado de Alagoas, concedendo-lhe a sede titular episcopal de Augurus.

O Rev.do Pe. José Francisco Falcão de Barros nasceu em 14 março 1965 em Paulo Jacinto. Frequentou a escola média no Colégio Diocesano de Garanhuns e o Curso de Filosofia e de Teologia na Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Conseguiu a especialização em Agronomia na Universidade Federal de Alagoas; a Licenciatura e o Doutorado em Direito Canônico na Pontificia Università San Tommaso di Aquino em Roma.

Foi ordenado sacerdote em 18 novembro 1991 em Palmeira dos Índios.

Desde 1993 até hoje exerceu o ofício de Pároco da paróquia de São Vicente de Paulo. Ocupou ainda os encargos de Professor de Teologia do Seminário Nossa Senhora da Assunção, em Maceió; Chanceler da Cúria diocesana de Palmeira dos Índios; Vigário Judicial da diocese.

Desde 2006 é Capelão da Polícia Militar do Estado de Alagoas, em Palmeira dos Índios.

É autor de diversas publicações.

Renúncia do Bispo de Caratinga e nomeação do sucessor

O Santo Padre aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese de Caratinga apresentada por S.E.R. Dom Hélio Gonçalves Heleno, em conformidade com o cânon 401 §1 do Código de Direito Canônico.

O Santo Padre nomeou Bispo da diocese de Caratinga S.E.R. Dom Emanuel Messias de Oliveira, até agora Bispo de Guanhães.

S.E.R. Dom Emanuel Messias de Oliveira nasceu em 22 abril 1948 em Salinas, ao norte do Estado de Minas Gerais. Depois dos estudos de Filosofia feitos no Seminário Arquidiocesano de Minas Gerais (1967-1968) e dos de Teologia, feitos na Pontificia Università Gregoriana (1969-1972), obteve a Licenciatura em Exegese Bíblica e línguas orientais no Pontificio Instituto Biblico em Roma (1972-1975). Em 04 fevereiro 1976 recebeu a ordenação sacerdotal e foi incardinado na diocese de Governador Valadares.

Como sacerdote, este por 16 anos como Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida na Ilha dos Araújos em Governador Valadares e por 20 anos, como Professor de Sagrada Escritura no Seminário Maior de Caratinga e em outros diversos seminários do nordeste do Estado de Minas Gerais.

Em 14 janeiro 1998 foi eleito Bispo de Guanhães e recebeu a sagração episcopal em 19 abril seguinte.

Como bispo foi encarregado da formação bíblico-catequética da Conferência Episcopal Regional Leste 2; Administrador Apostólico da diocese de Governador Valadares e Diretor Espiritual reginal do Movimento Eclesial Fé e Luz.

É autor de diversas publicações sobre literatura sinótica.

Missa em rito carmelita

Missa em rito carmelita nas intenções do Salvem a Liturgia e seus leitores

Celebrada pelo prior do Mosteiro Santo Elias, da congregação dos Eremitas Carmelitas, Fr. Thiago de São José, ECarm, no dia 12 de dezembro passado, III Domingo do Advento, com paramentos rosas, na intenção especial do Salvem a Liturgia e seus leitores.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Um Pouco da História de Nossa Arquidiocese - Arcebispos

1º. DOM JOSÉ MARCONDES HOMEM DE MELO (1906)

Sacerdote paulista, Mons. José Marcondes Homem de Melo foi nomeado para primeiro Arcebispo da nova Arquidiocese. Foi sagrado em Roma, na capela do Colégio Pio Latino-americano, pelo Cardeal Merry del Val, em junho de 1906, tendo como consagrantes Dom Francisco do Rêgo Maia e Dom José de Camargo Barros, Bispo eleito de São Paulo. Ainda em Roma, tomou posse da Arquidiocese por procuração. Ao regressar ao Brasil, o navio "Sírio", em que viajava, naufragou na costa da Espanha, próximo ao Cabo de Palos, no dia 04 de agosto de 1906, perecendo o Bispo de São Paulo. Dom Marcondes foi salvo por um barco pesqueiro. De volta ao Brasil, renunciou ao governo da Arquidiocese de Belém.

2º. DOM SANTINO MARIA DA SILVA COUTINHO (1907-1923)
Com a renúncia de Dom Marcondes, foi nomeado para Belém o paraibano Dom Santino Maria Coutinho, que tinha sido eleito para o Maranhão. Foi sagrado no dia 19 de março de 1907, na capela do Colégio Pio Latino-americano, pelo Cardeal Joaquim Arcoverde. No seu governo, foram criadas diversas Prefeituras Apostólicas, elevadas mais tarde a Prelazias e Dioceses, como a do Alto Rio Negro, Alto Solimões e Tefé. Em 1911, promoveu a criação da Diocese de Conceição do Araguaia. Aprovou a fundação, por Dom Amando Bahlmann, de Santarém, da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição, em novembro de 1907. Recebeu, em abril de 1911, as Irmãs Franciscanas Missionárias de Mary Hill, que foram trabalhar em Óbidos, e, no mesmo ano, os Missionários da Sagrada Família, para trabalhar no Amapá. Em Belém, criou as paróquias de São Raimundo Nonato, São José de Queluz, São José de Castanhal e Igarapé-Açu. Restaurou as igrejas das Mercês e da Trindade. Fundou o jornal "A Palavra" e o "Centro Católico". Em julho de 1923, foi transferido para a recém criada Arquidiocese de Maceió. Faleceu em 1939.

3º. DOM JOÃO IRINEU JOFFLY (1924-1931)
Também paraibano como o seu antecessor, foi, antes de vir para Belém, Bispo Auxiliar em Recife e Diocesano em Manaus. Tomou posse em Belém no dia 23 de janeiro de 1925. No seu governo, reformou o cabido metropolitano, fechou o Seminário, regularizou as relações com a Santa Casa e procurou disciplinar o Círio de Nazaré, o que lhe causou sérios transtornos. Promoveu a criação das Prelazias do Marajó e Gurupi. Trouxe para a Arquidiocese os Padres Lazaristas e Salesianos e as Irmãs do Bom Pastor. Por esse tempo, os Irmãos Maristas deixaram o colégio Nossa Senhora do Carmo, e as Irmãs Filhas de Sant'ana fecharam o seu noviciado , transformando-o num colégio (Santa Rosa). Renunciou em 1931. Faleceu no Asilo São Luis, Rio de Janeiro, a 25 de abril de 1950.

4º. DOM ANTÔNIO DE ALMEIDA LUSTOSA (1932-1941)
Mineiro de São João-Del-Rei, o salesiano Dom Antônio de Almeida Lustosa chegou a Belém no dia 15 de dezembro de 1932, após ter sido Bispo em Uberaba e Corumbá. Foi sagrado no dia 11 de fevereiro de 1925. Aqui chegando, reabriu o Seminário Nossa Senhora da Conceição, confiando a sua administração aos padres salesianos. Percorreu todo o vasto território da Arquidiocese, anotando suas impressões e publicando-as no extinto jornal "A Palavra", mais tarde reunidas num volume com o título "À Margem da Visita Pastoral". De sua pena sairam ainda muitos outros livros, entre os quais uma preciosa biografia de "Dom Macedo Costa, Bispo do Pará". Criou as paróquias de Santa Teresinha do Menino Jesus (Jurunas), Santa Cruz (Marco), São João Batista (Icoaraci), São Francisco do Pará e São Jorge do Prata. Trouxe para Belém os Padres Crúzios e as Irmãs Filhas de Maria Auxiliadora, Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Capuchinhas, Angélicas de São Paulo e as Irmãs de Nossa Senhora da Anunciação. Em 1941, foi transferido para a Arquidiocese de Fortaleza, que governou até 1963. Ao renunciar, transferiu-se para o Instituto Salesiano de Carpina, PE, onde faleceu no dia 14 de agosto de 1974, cercado de veneração. A Arquidiocese de Fortaleza abriu, recentemente, o processo canônico para sua canonização.

5º. DOM JAIME DE BARROS CÂMARA (1942-1943)
O catarinense Jaime de Barros Câmara nasceu em 1894. Instalou a Diocese de Mossoró, RN, e foi o seu primeiro Bispo. Em 1941, foi transferido para Belém, tomando posse no dia 1º de janeiro do ano seguinte. Aqui não demorou muito, transferido em 1943 para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, sendo mais tarde eleito Cardeal da Santa Igreja. Enquanto Arcebispo no Pará, promoveu a reforma completa dos estudos do Seminário, adquiriu o Colégio Progresso Paraense (atual colégio Santa Maria de Belém), a sede do Círculo Operário e o Seminário Ferial (atual Centro de Treinamento Tabor, em Icoaraci). Benzeu a Igreja de Nossa Senhora Aparecida, no bairro da Pedreira, e sagrou o Prelado de Marajó, Dom Gregório Alonso da Purificação, em 11 de julho de 1943, quatro dias após ter sabido da sua transferência para a capital federal. Já Cardeal, dizia ele de Belém: "Lembro-me com ternura da santa alegria demonstrada pelos hansenianos de Marituba e do Prata. As lágrimas me vêm aos olhos quando recordo a simplicidade e afeto com que me acolhiam os humildes caboclos nas visitas pastorais".

6º DOM MÁRIO DE MIRANDA VILAS-BOAS (1944-1956)
Gaúcho de Rio Grande, Dom Mário de Miranda Vilas-Boas nasceu no dia 04 de agosto de 1903. Estudou em Sergipe, terra de seus pais. Membro fundador da Academia Sergipana de Letras. Ainda muito novo, foi eleito e sagrado Bispo de Garanhuns. Sua primeira Carta Pastoral é considerado documento básico para o movimento litúrgico no Brasil. Foi Arcebispo de Belém de 05 de janeiro de 1945 a maio de 1957. Criou as paróquias de Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Pedro e São Paulo, São Judas Tadeu, todas em Belém, e São Francisco de Assis, em Nova Timboteua, e Nossa Senhora das Graças, em Ananindeua. Promoveu a ereção das Prelazias de Macapá e Cametá. No seu governo, vieram para a Arquidiocese os Frades Franciscanos e os Padres Redentoristas, as Irmãs Dominicanas, as Irmãs do Preciosíssimo Sangue, as Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo e as Irmãs Missionárias de Nossa Senhora das Graças. Mas o seu maior feito em Belém foi a celebração do 6º Congresso Eucarístico Nacional, em 1953, no local onde hoje é a Praça Kennedy. Foi um dos sagrantes de Dom Alberto Ramos, eleito Bispo do Amazonas. A pedido do Cardeal Arcebispo de Salvador, foi transferido para a capital baiana, como Arcebispo Coadjutor com direito à sucessão, situação à qual não se adaptou. Renunciou e foi transferido para a Arquidiocese de João Pessoa. Faleceu em Aracaju a 23 de fevereiro de 1968. Seus restos mortais foram trazidos para a Catedral de Belém, onde repousam.

7º. DOM ALBERTO GAUDÊNCIO RAMOS (1957-1990)
O paraense Dom Alberto Gaudêncio Ramos nasceu na capital do Estado, Belém, no dia 30 de março de 1915. Estudou nos Colégios Paes de Carvalho e Nossa Senhora de Nazaré. Cursou Filosofia e Teologia no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Foi ordenado sacerdote na Catedral Metropolitana, por Dom Antônio de Almeida Lustosa, a 1º de outubro de 1939. Após a ordenação, o Arcebispo confiou-lhe a direção da "Obra das Vocações Sacerdotais". Foi Secretário de Dom Jaime Câmara e Vigário Geral de Dom Mário de Miranda Vilas-Boas. Aos 33 anos de idade, foi eleito Bispo do Amazonas, e, aos 36, Arcebispo de Manaus. A 09 de maio de 1957, foi nomeado Arcebispo de Belém, sendo o segundo paraense e o único belenense a ocupar o sólio arquiepiscopal de Belém. No seu governo, foram criadas as paróquias de São Francisco de Assis, Santo Antônio de Lisboa, Santo Antônio do Tauá, Santo Antônio de Pádua (Coqueiro), São Jorge da Marambaia, Cristo Rei (Ananindeua), Nossa Senhora de Nazaré (Magalhães Barata), Sagrado Coração de Jesus (Peixe-Boi), Jesus Ressuscitado, Nossa Senhora de Fátima (Belém), Menino Deus, São Sebastião (Belém), Nossa Senhora Aparecida, Santa Luzia, Nossa Senhora do Bom Remédio, Nossa Senhora Auxiliadora, São João Batista (Primavera), Nossa Senhora do Rosário (Colares). Foram restabelecidas as paróquias de São Vicente Ferrer (Inhangapi), Benfica, Benevides, Santarém Novo, Quatipuru. Foram construídos o Seminário São Pio X, o Centro de Treinamento Tabor, o Edifício Paulo VI (onde funcionam atualmente a Cúria Arquidiocesana e o Centro de Pastoral da Arquidiocese), a Casa da Juventude, o Centro Dom Lustosa e o Lar Sacerdotal, além de inúmeras casas e salões paroquiais. Reabriu o Seminário Maior, em 1981, com os cursos de Filosofia e Teologia, funcionando no Seminário São Pio X, em Ananindeua. Vieram para a Arquidiocese no seu período os Padres Xaverianos, os Oblatos de Maria Imaculada, os Joseleitos de Cristo e os Padres da Divina Providência, as Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração, as Irmãs de Nossa Senhora Menina, as Missionárias de Jesus Crucificado, as Missionárias da Imaculada Conceição, as Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, as Irmãs Missionárias Agostinianas, as Irmãs Missionárias de Santa Teresinha, as Irmãs de Maria Imaculada, as Irmãs Dorotéias dos Sagrados Corações, as Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração e as Irmãs Franciscanas de São José. Foi co-fundador da Congregação das Missionárias do Coração Eucarístico. Teve como Bispos Auxiliares Dom Milton Corrêia Pereira (depois Bispo de Garanhuns e Manaus), Dom Alano Maria Pena (depois Bispo de Marabá, atualmente em Nova Friburgo, RJ) e Dom Tadeu Henrique Prost (falecido em 02.08.94, Chicago), e como Arcebispo Coadjutor com direito à sucessão Dom Vicente Joaquim Zico. Era membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e do Conselho Estadual de Cultura. Dom Alberto Ramos renunciou ao governo pastoral da Arquidiocese de Belém no dia 04 de julho de 1990, passando a residir numa casa que lhe foi preparada na Rua Aristides Lôbo. Com a saúde abalada, internou-se no Hospital da Venerável Ordem Terceira, onde veio a falecer no dia 26 de novembro de 1991. Seu corpo foi velado na Basílica de Nazaré e, no dia seguinte, trasladado para a Catedral Metropolitana, onde foi sepultado no lado direito do altar de Nossa Senhora das Graças, como era seu desejo.

8º. DOM VICENTE JOAQUIM ZICO (1990-2004)
Dom Vicente Joaquim Zico, nasceu na cidade mineira de Luz, no dia 27 de janeiro de 1927, quinto filho do casal Belchior Joaquim Zico e Anita Maria de Jesus. Lazarista, entrou na Congregação da Missão no dia 02 de fevereiro de 1943, fazendo profissão religiosa em 19 de março de 1945. Estudou no Seminário do Caraça, MG, e Petropolis, RJ. Foi ordenado sacerdote em 1950, a 22 de outubro, por Dom Jorge Marcos de Oliveira. Cursou o Instituto Superior de Pastoral Catequética, em Paris, França. Formou-se em Filosofia e Psicologia. Antes do episcopado, foi Professor na Escola Apostólica, Professor, Prefeito de Disciplina, Diretor Espiritual e Reitor do Seminário Maior da Prainha, em Fortaleza, Professor do Seminário de São Luiz do Maranhão e do Seminário da Congregação, em Petrópolis, Assistente Provincial e Secretário da Província Brasileira da Congregação da Missão. Era Conselheiro Geral da Congregação, em Roma, quando foi designado pelo Papa João Paulo II para Arcebispo Coadjutor de Belém, no dia 05 de dezembro de 1980. Foi sagrado Bispo na Basílica de São Pedro, no dia 06 de janeiro de 1981, pelo próprio Papa. Tomou posse em Belém, na Catedral, no dia 08 de março do mesmo ano. Por 8 anos, foi o Bispo Responsável pela Dimensão Missionária da CNBB. Foi Presidente do Regional Norte 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e conselheiro da Pontifícia comissão para a América Latina. Tem sua renúncia aceita no dia 13 de outubro de 2004, quando o Santo Papa João Paulo II nomeou o seu substituto que tomou posse no dia 8 de dezembro de 2004.

9º. DOM ORANI JOÃO TEMPESTA (2004-2009)
Como padre e monge cisterciense, Dom Orani João Tempesta passou a maior parte de sua vida na cidade paulista de São José do Rio Pardo, onde nasceu em 23 de junho de 1950. Filho de Achiles Tempesta e Maria de Oliveira, já falecidos, é o caçula entre nove irmãos. O desejo pela unidade sempre foi vertente em sua caminhada eclesial, chegando a adotá-la como lema episcopal "Que todos sejam um" ao ser eleito bispo pelo Papa João Paulo II, em 26 de fevereiro de 1997.

Foi o terceiro bispo da Diocese de São José do Rio Preto, no Estado de São Paulo, governando de 1º de maio de 1997 até 13 de outubro de 2004, quando foi eleito para a Arquidiocese de Belém, no Estado do Pará, assumindo seu ministério em 8 de dezembro do mesmo ano.

Ainda como Bispo de São José do Rio Preto, recebeu a missão de Administrador da Abadia Territorial de Clavaral, pertencente à Ordem Cisterciense de Casamari, em Claraval – MG, de 22 de maio de 1999 a 11 de dezembro de 2002.

Entre suas inúmeras iniciativas à frente da Igreja Particular de São José do Rio Preto, composta por 87 comunidades paroquiais, mais de 100 presbíteros e quase 1 milhão de fiéis, Dom Orani aprovou dois Planos de Pastorais com projetos que revolucionaram a caminhada da diocese como a Rede de Comunidades, o mutirão de evangelização de casa em casa. Com a finalidade de preparar presbíteros, religiosos e leigos para a ação pastoral, implantou um programa permanente de formação, como cursos, retiros e reciclagem. Em 1998, teve início o curso de Teologia, especialmente para os leigos. Em resposta às várias necessidades da diocese, criou várias pastorais, entre as quais: a dos Políticos, dos Empresários, do Menor, da Mulher Marginalizada, da Esperança e Exéquias, da Educação e Ensino Religioso, dos Casais de Segunda União, a Político Social e de Comunicação. No ano 2000, instalou a Comissão Diocesana de Bens Culturais da Igreja e criou a Comissão de Justiça e Paz, como organismo diocesano para promover e lutar em favor dos direitos humanos a partir da perspectiva ética do Evangelho. Depois de um longo tempo de preparação instalou na diocese o Diaconato Permanente e um Tribunal Eclesiástico de Primeira Instância.

A criação recorde da Diocese de Catanduva, ocorrida no dia 9 de fevereiro de 2000, deve-se em grande parte ao empenho de Dom Orani que, além de autorizar o início do processo, levou-o pessoalmente ao Vaticano. Pelo seu carisma especial de comunicador, coordenou de 1998 a 2003 o Setor de Comunicação do Regional Sul 1 (Dioceses paulistas). Exerceu a missão de Visitador Apostólico do Mosteiro de São Bento, em Olinda – PE de 2001 a 2002.

Em 2004, conquistou do Governo Federal o funcionamento de uma rádio interativa de freqüência modulada. Entre os eventos diocesanos que convocou, podemos lembrar: os 70 anos da diocese, o envio de oito mil evangelizadores para o mutirão de Evangelização de casa em casa, o Terceiro Congresso Eucarístico, as celebrações do Ano Santo Jubilar, os 150 anos de fundação da cidade de São José do Rio Preto e as comemorações do Centenário da Coroação de Nossa Senhora Aparecida. Como bispo, ordenou 30 novos presbíteros e criou 27 comunidades paroquiais, entre paróquias, quase-paróquias, reitorias, santuários diocesanos e uma do Rito Maronita. É cidadão honorário das cidades paulistas de São José do Rio Preto, Catanduva, Tanabi, Mirassolândia e Bálsamo. Desde 8 de maio de 2003 faz parte do Conselho Episcopal de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, exercendo o cargo de presidente nacional da Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação Social; e também do Conselho Superior da Redevida de Televisão e do Conselho de Comunicação do Senado Federal.

Em 13 de outubro de 2004 é eleito arcebispo metropolitano de Belém–PA, tomou posse em 8 de dezembro de 2004, recebendo assim o cargo de Presidente da Fundação Nazaré de Comunicação em Belém(PA) e Presidente do Centro de Cultura e Formação Cristã em Ananindeua (PA). Em maio de 2007 foi eleito Delegado pela CNBB para a Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, realizado em Aparecida (SP).

Em 27 de fevereiro de 2009 é eleito Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e permanece Administrador da Arquidiocese de Belém até o dia 19 de abril de 2009, onde toma posse na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

10º. DOM ALBERTO TAVEIRA CORRÊA

É mineiro de Nova Lima. Ele nasceu em 26 de maio de 1950. Seus estudos filosóficos e teológicos foram feitos no Seminário Coração Eucarístico de Jesus e PUC-MINAS, em Belo Horizonte (MG). Além desses, ele estudou Espiritualidade Sacerdotal, no Instituto Mystici Corporis – Fascati, em Roma. Sua ordenação episcopal aconteceu em sua terra natal, no dia 06 de julho de 1991. Ele está à frente da arquidiocese de Palmas desde 31 de maio de 1996. Como bispo, ele já foi auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF) [1991 – 1996]; vice-presidente do Conselho Administrativo da Fundação Popularum Progressio; assistente nacional da Renovação Carismática Católica [1994 – 2000]; membor da Comissão Episcopal do DEVYM/Celam [1995 – 1999]; presidente do Regional Centro-Oste [2003 – 2007]; e delegado da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe, em 2007.

No dia 30 de Dezembro de 2009, o Santo Padre o Papa Bento XVI nomeou Dom Alberto Taveira arcebispo metropolitano de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, em substituição a Dom Orani João Tempesta transferido para a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em abril do mesmo ano. Sua mudança para a capital paraense acontecerá no dia 23 de março e, no dia 25, quando a Igreja celebra a anunciação do nascimento de Jesus, será realizada a cerimônia de posse. Seu lema episcopal é “Para a Vida do Mund

Um Pouco da História de Nossa Arquidiocese - Catedral Metropolitana II

Um Pouco da História de Nossa Arquidiocese - Catedral Metropolitana II

Continuando nossas considerações acerca da Catedral Metropolitana de nossa Arquidiocese, tratemos de alguns aspectos relacionados a sua construção, bem como os diversos momentos pelo qual este belo e mui significativo templo passou.

Destaquemos certos pontos: Quando da chegada dos portugueses a Belém, em 1616, construiu-se uma capela em taipa e palha no Forte do Castelo, na época conhecido como Forte do Presépio, ela "erecta à Nossa Senhora das Graça, e foi portanto esta a primeira casa de Deus no Pará"[1]. Entre 1617 e 1618, o vigário Manoel Figuera de Mendonça transferiu a então Igreja para a área externa, dando início à construção de alvenaria, no coração do centro histórico de Belém.

Fig. 1 - Altar do SS. Sacramento
Com a elevação de Belém a Sede Episcopal no ano de 1719 pelo Papa Clemente XI através da bula Copiosus in Misericordia, elevou-se a até então matriz de Nossa Senhora da Graça a Catedral do Bispado, cabe destacar que desde o ano de 1714 as funções paroquiais desta tinham sido removidas para Igreja de São João Batista, já que a igreja matriz ameaçava ruir. Sentiu-se a necessidade da reconstrução da antiga matriz, mas de um modo que enaltecesse e representasse a dignidade de Catedral, deste modo “Principiou a obra da Catedral em 1748 e acabou em 1771, em cujo espaço esteve parada por cinco anos. Deste a frontaria até o cruzeiro durou a construção sete anos, as torres e as partes da capela-mor seis anos, e o resto da mesma capela cinco, e por conseqüência foi dezoito anos o tempo efetivo da construção desta igreja. O retábulo do altar-mor é obra de talha aperolada com florões, vasos, grinaldas espirais de colunas torcidas [...] os retábulos dos altares do Sacramento [ver fig. 1] e de Nossa Senhora de Belém, são igualmente de entulho com a mesma cor do altar-mor com os adornos todos dourados. O retábulo do altar-mor [ver fig. 2] tem no alto um grande painel de Nossa Senhora da Graça, obra do ínclito engenho de Pedro Alexandrino de Carvalho, os dez altares da nave também tem painéis que foram colocados no início do ano de 1779. E na Sacristia do bispo há uma capela, cujo teto é de sarapunel ricamente trabalhado”.[2] A benção da catedral deu-se em 23 de Dezembro de 1755, isto é, antes do término total das obras. Na ocasião "relata Ernesto Cruz, que concluída estava a igreja até o arco da capela-mor, mas que, apesar disso, no dia seguinte foi 'trasladado da Igreja de São João para a da Sé, o Santíssimo Sacramento".[3]


Fig. 2 - Retábulo do Altar-Mor
A descrição no parágrafo acima é da decoração anterior a que temos hoje no interior de nossa catedral, cujo estilo atualmente é neoclássico e que anteriormente era barroco. Entre meados e final do séc. XIX, no pastoreio de Dom Antônio de Macêdo Costa, a catedral passou por uma ampla reforma, "iniciadas em 1884, com a ereção do novo altar-mor de mármore, só ficaram completas em maio de 1892."[4]. Cuja reforma modificou profundamente seu interior deixando-o como o conhecemos hoje, destacando-se nesta o altar-mor que foi confeccionado em Roma por Luca Carimini, sendo o Papa Pio IX e o Imperador D. Pedro II colaboradores na compra do referido altar. A pintura interna do Templo e 3 telas dos altares laterais foram trabalhadas por De Angelis. As demais telas são cópias de pintores renascentistas, destaca-se ainda a aquisição de um grande órgão da oficina Cavaillé-Coll inaugurado em 9 de Setembro de 1882.

Podemos afirmar que a Catedral de Belém foi terminada na gestão de D. Vicente Joaquim Zico (1996). Com efeito, foi criado o Ossuário, a Capela das Almas, terminada a Sacristia dos Cônegos, criada a Residência Paroquial.

Um Pouco da História de Nossa Arquidiocese - Catedral Metropolitana I


Antes de iniciarmos nossas considerações, cabe resgatarmos um fato importante que está relacionado com nosso tema. Na noite do dia 1 de Setembro de 2009 (Solenidade de Santa Maria de Belém), a Catedral Metropolitana de Belém foi reaberta para o culto após quatro anos de intensa restauração.

Na ocasião os discursos eram os mais diversos acerca da importância deste belo templo, e na maioria das vezes a principal justificativa para tal restauração era este ser ponto de partida para a procissão do Círio de Nazaré. De fato, o Círio é uma manifestação de fé única, mas a falta de conhecimento tem por conseqüência afirmações desta natureza. Cabe atentarmos que a importância da Catedral vai muito além de ser apenas ponto de partida desta grande procissão, pois não é apenas “A Igreja de nossa Mãe”, mas “A nossa Igreja - Mãe”. Desta forma achei por bem escrever sucintamente qual a importância de uma Catedral para sua diocese e as particularidades históricas deste nosso belo templo.

Vejamos inicialmente o significado da palavra Catedral, o termo catedral vem de Cátedra (Sede) que é a cadeira de onde o bispo dirige sua diocese, as catedrais se configuram como a Igreja do bispo ou de onde o bispo governa seu rebanho “A igreja catedral é aquela em que está a cátedra do Bispo, sinal do magistério e do poder do pastor da Igreja particular, bem como sinal de unidade dos crentes naquela fé que o Bispo anuncia como pastor do rebanho”[1]. Cabe aqui destacarmos que a Igreja Catedral tem também um duplo sentido, o primeiro de natureza visível que é a de ser “imagem figurativa da Igreja visível de Cristo, que no orbe da terra ora, canta e adora; deve, conseqüentemente, ser retida como a imagem do seu Corpo místico, cujos membros estão conglutinados pela união na caridade, alimentada pelo orvalho dos dons celestes”[2], e um segundo sentido de natureza mística que é a de ser “pela majestade da sua construção, a expressão daquele templo espiritual, que é edificado no interior das almas e brilha pela magnificência da graça divina, segundo aquela sentença do apóstolo S. Paulo: ‘Vós sois o templo do Deus vivo’ (2 Cor 6,16)”.[3]

Fica evidentemente clara a natureza da catedral enquanto “igreja mãe e o centro de convergência da Igreja particular” [4], pois é dela de onde emana todas as graças apostólicas “é o lugar onde o Bispo tem a sua cátedra, a partir da qual educa e faz crescer o seu povo através da pregação, e preside as principais celebrações do ano litúrgico e dos sacramentos. Precisamente quando está sentado na sua cátedra, um Bispo apresenta-se à frente da assembléia dos fiéis como aquele que preside in loco Dei Patris... É a presença desta cátedra que constitui a igreja catedral como o centro espiritual concreto de unidade e comunhão para o presbitério diocesano e para todo o Povo santo de Deus.”[5].

Deste modo “todos devem dar a maior importância à vida litúrgica da diocese que gravita ao redor do Bispo, sobretudo na igreja catedral, convencidos de que a principal manifestação da Igreja se faz numa participação perfeita e ativa de todo o Povo santo de Deus na mesma celebração litúrgica, especialmente na mesma Eucaristia, numa única oração, ao redor do único altar a que preside o Bispo rodeado pelo presbitério e pelos ministros”. Sendo assim, a importância de uma catedral transpassa seus aspectos exteriores, como detalhes arquitetônicos ou excepcionalidades e devoções populares diversas, sua importância é ser nossa casa em comum, é ser o templo de onde emanam os conselhos de nosso pastor, é onde por excelência e com primazia se celebra a obra salvífica de Jesus Cristo.

Missa do Galo celebrada por sua santidade Bento XVI

A tradicional missa do Galo, celebrada pelo Papa na noite de Natal (24.12.10), começou na presença de uma multidão reunida na Basílica de São Pedro, durante sua homilia o papa ressaltou que: “Foi superada a distância infinita entre Deus e o homem”. Ao final da Santa Missa, uma imagem do menino Jesus foi conduzida até um presépio instalado em uma das capelas laterais dentro da Basílica Vaticana, onde Sua Santidade rezou em silêncio por alguns instantes. Vejam as fotos da celebração:
Véu do Cálice: Pouco usado em nossas paróquias. Porém a última edição portuguesa da IGMR (2003) diz: “É louvável cobrir o cálice com um véu, que pode ser ou da cor do dia ou de cor branca”.
Procissão de Entrada


O Coro de joelhos diante de Sua Santidade o Papa Bento XVI



Procissão do Evangelho

Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine. Et homo factus est...




Comunhão
Benção Final



Fonte: L'Osservatore Romano