“Quando chegou o dia dos Ázimos, em que se matavam os cordeiros para a Páscoa, Jesus mandou Pedro e João, dizendo: ‘Vão, e preparem tudo para comermos a Páscoa’. Eles perguntaram: ‘Onde queres que preparemos’? Jesus respondeu: ‘Quando vocês entrarem na cidade, um homem carregando um jarro de água virá ao encontro de vocês. Sigam a ele até sua casa onde ele entrar, e digam ao dono da casa: O Mestre manda dizer: Onde é sala em que eu e os meus discípulos vamos comer a Páscoa? Então ele mostrará para vocês, no andar de cima, uma sala grande, arrumada, com almofadas. Preparem tudo aí’. Os discípulos foram, e encontraram tudo como Jesus havia dito. E prepararam a Páscoa”. (Lc 22, 7 – 12)
De acordo com a Introdução Geral do Missal Romano, a Igreja sempre considerou como destinado a si esta orientação de Jesus: “Ide e preparai um lugar para a ceia”. Dessa forma ao longo do tempo a Igreja sempre se preocupou com o zelo da dimensão celebrativa, bem como com a formação daqueles que da mesma participam. Embora, em determinados períodos da história isso nem sempre foi possível, devido aos direcionamentos tomados, hoje mais do que nunca é uma realidade constantes em diversas comunidades
Nesse sentido, percebem-se hoje duas realidades fortes dentro da Igreja:
- Há uma Igreja que quer ensinar e tem o “dever” ensinar o seu povo;
- E um povo com sede de um “conhecimento” profundo da fé que professa.
Se até 1962 cabia ao povo apenas assistir a celebração e ser uma mera figura passiva dentro da Igreja, hoje, após o grande evento chamado Concílio Vaticano II a proposta é bem diferente. O Concílio propõe uma participação real e verdadeira para os membros da comunidade. Uma participação que seja ativa, plena e consciente.
Assim, o primeiro documento deste Concílio, o Sacrosanctum Contilium, afirma a necessidade de levar ao povo de Deus, as explicações, razões, fundamentos e teologias presentes no mistério celebrado.
É uma obrigação de a Igreja ensinar os seus membros aquilo que eles celebram, e, como igreja, é o que pretendemos com os artigos que disponibilizamos para estas páginas.
Por outro lado percebe-se também, que o povo está sedento destes conhecimentos. Há uma abertura muito grande por parte das lideranças de nossas comunidades para estas novas descobertas que lhe são propostas. Pessoas de idades, sentimentos, ideologias e lugares diferentes, estão buscando de algum modo, conhecer interpretar e viver a sua fé. É a ação do Espírito Santo tocando a cada um, fomentando o desejo de conhecer para amar mais, para celebrar melhor, para partilhar mais.
Dessa forma, as páginas que aqui se fazem publicar buscam ser uma pequena parcela de contribuição para aqueles e aquelas que querem descobrir os valores e razões da fé que celebram. Fazem uma caminhada ao longo da história e desenvolvimento da liturgia dentro da Igreja, aprofundando em alguns pontos e em outros apenas comentando. O que aqui se expõe revela ser um simples material que quer ajudar pessoas a compreenderem melhor como participar e por que participar, conhecendo, acreditando e amando a sagrada liturgia.

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